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Proteínas de choque térmico

Proteínas de choque térmicoO envelhecimento e fatores genéticos podem ocasionar a diminuição da expressão das proteínas de choque térmico no organismo. Essa redução pode propiciar o desenvolvimento de distúrbios neurodegenerativos, incluindo doenças como Alzheimer, Parkinson, ataxia, esclerose múltipla, doença de Huntington, esclerose lateral amiotrófica (ELA), epilepsia e outras condições neurológicas.

Mesmo indivíduos que aparentam estar saudáveis, podem possuem uma alteração a nível molecular, e estão predispostos a desenvolver tais doenças, tanto neurológicas quanto câncer. Com o avanço da idade, ocorre uma diminuição gradual na expressão dessas proteínas, e algumas pessoas, devido a fatores genéticos ou exposição à radiação, perdem essa proteção. Se qualquer um de nós perdesse essa proteção, estaríamos em risco de desenvolver tais enfermidades.

Ao contrário dos tratamentos convencionais baseados em medicamentos, que visam combater as doenças por meio de intervenções químicas, a abordagem inovadora não invasiva, criada pelo renomado médico Dr. Marc Abreu(Link), está fundamentada em aspectos da física, como a modulação da termodinâmica cerebral e frequências termorregulatórias.

A indução de proteínas de choque térmico consiste no uso de um dispositivo em um ambiente hospitalar, que induz o cérebro dos pacientes a temperaturas elevadas de maneira extremamente controlada. Esse equipamento recebe informações cerebrais e, com base nesses dados, realiza uma “entrega” de calor em uma determinada velocidade e oscilação, sem causar nenhum dano invasivo.

O cérebro humano reconhece padrões, sendo a temperatura um deles, e a termodinâmica envolve esses padrões e oscilações. Essa é a linguagem cerebral. Uma vez que se compreende essa linguagem, é possível ativar as proteínas por meio de uma indução que atinge altas temperaturas, porém, sem riscos. A máquina foi projetada para suportar essas altas temperaturas, e o paciente pode ser exposto a elas por várias horas.

A técnica, desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos, tem sido aplicada em centenas de pacientes nos Estados Unidos, tanto em ensaios clínicos como em tratamento hospitalar. A indução das proteínas de choque térmico, anteriormente inativas nos pacientes, tem trazido benefícios significativos, como a recuperação das capacidades motoras e cognitivas afetadas pela progressão dos distúrbios neurodegenerativos.